Por 11 votos a 5, a Câmara Municipal de Guarujá, no litoral de São Paulo, decidiu pelo arquivamento do processo de impeachment contra o prefeito Válter Suman (PSDB), que foi absolvido durante a sessão de julgamento realizada nesta quinta-feira (7).
A sessão estava prevista para iniciar às 10h na Câmara Municipal da cidade, mas por conta da ausência de alguns vereadores só começou por volta das 11h30. Todos os vereadores e o prefeito foram convocados. Suman não compareceu.
Na sessão, o relatório com o parecer escrito pelos membros da Comissão Processante, Santiago dos Santos Angelo (PP), Carlos Vargas (PTB) e Fernando Martins Peitola (MDB) foi lido. Eles tiveram o prazo de 91 dias para elaborar o documento, que foi escrito com base no segundo pedido de impeachment, feito após Suman ser alvo da 2ª fase da Operação Nácar, que é conduzida pela Polícia Federal. Na sequência, seis vereadores se pronunciaram.
Após a leitura, os parlamentares votaram a favor ou contra o impeachment do prefeito. Caso o parecer fosse favorável ao pedido de impeachment, o prefeito só seria afastado definitivamente se dois terços dos vereadores eleitos votassem a favor, ou seja, todos os 17 parlamentares precisariam estar presentes no julgamento, e 12 deles votarem a favor do afastamento.
Votaram sim ao impeachment, os vereadores: Professor Anderson (Podemos); Toninho Salgado (PSD); Raphael Vitiello (PSD); Wagner dos Santos Venuto (União Brasil) e Nego Walter (União Brasil).
Já os vereadores que votaram não ao pedido: Aparecido Davi (Republicanos); Carlos Eduardo Vargas (PTB); Fernando Peitola (MDB); Jailton Reis "Sorriso" (PRTB); Ariani Paz (PT); Márcio do Pet Shop (PTB); Mário Lúcio (PSB); Santiago Ângelo (Progressistas); Sérgio Santa Cruz (PSB); Sirana Bonsokian (PTB) e Naldo Perequê (PSB).
O placar da votação foi o mesmo do primeiro processo de impeachment contra o prefeito, realizado em dezembro de 2021. No julgamento, dois vereadores mudaram de voto. Carlos Eduardo Vargas (PTB), que antes foi favorável pela cassação, votou contra. Já o vice-presidente da Câmara, Nego Walter (PSB), foi contrário a cassação, e anteriormente foi a favor.
FONTE/CRÉDITOS: G1- Santos
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