Guarujá deu o pontapé inicial em um projeto inédito de língua de sinais na rede municipal de ensino. É o ‘Libras Mais’, que acaba de capacitar, nos últimos dias 16 e 17, cerca de 170 profissionais da educação para manusear um material pedagógico especial adquirido pela Prefeitura. A Escola Municipal Presidente Franklin Delano Roosevelt, no Jardim Boa Esperança, em Vicente de Carvalho, sediou essa primeira fase.
O objetivo é que os primeiros docentes sejam agentes multiplicadores, ou seja, compartilhem o conhecimento com os mais de 34 mil estudantes da rede, seus familiares e colegas de profissão. Durante a formação presencial, os professores foram divididos em três turmas, com dinâmicas teóricas e práticas sobre os novos jogos a serem trabalhados em sala de aula. Além disso, teve ainda imersão no mundo da surdez e como ela afeta o dia a dia.
De acordo com a profissional responsável pela capacitação, Vanessa Ribeiro, o material pode ser explorado de diversas formas. “Todos podem aprender, inclusive os alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e deficiência intelectual”, destacou a representante.
Além do contexto pedagógico, o curso busca proporcionar mais que conhecimentos didáticos. O ‘Libras Mais’ tem como meta ampliar a comunicação de toda a população com deficientes auditivos e surdos, já que não se limitará somente ao ambiente escolar.
Jogos
O próximo passo da Secretaria Municipal de Educação (Seduc) é implantar, imediatamente, os jogos em sala de aula. Já em setembro, o curso de língua de sinais na modalidade de Ensino à Distância (EaD) será disponibilizado para a comunidade. Ao todo, o conteúdo possui dois módulos de 30 horas e certifica os participantes.
Os jogos são divididos em temas, possuem diversidade de cores e pontas arredondadas, para garantir a segurança das crianças. Além disso, não ficam restritos somente às orientações físicas, já que cada caixa possui um QR Code para proporcionar acesso a vídeos práticos sobre como utilizar cada material.
Um diferencial é que os professores podem utilizar o material de maneira livre, como jogo de identificação, da memória e perguntas e respostas. No segmento de alimentos, por exemplo, é possível criar um mercado simulado.
Auxiliando a todos
A professora especializada em deficiência intelectual, Ângela Maria Avelino, de 42 anos, está confiante nos resultados do ‘Libras Mais’. “Conhecia pouco sobre a língua de sinais e, com esse recurso, incluiremos todos, independente da condição. Estou ansiosa para apresentar aos meus alunos.”, destaca.
Em breve, todas as 75 unidade
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