O Vem pra Orla está de volta, neste ano um mês antes, a partir do próximo dia 14 de junho. Quem estiver em Santos poderá aproveitar a avenida da praia fechada para curtir o domingo com atividades ao ar livre para todas as idades.
O projeto, que reuniu milhares de pessoas na primeira edição, em 2025, retorna agora nas avenidas Vicente de Carvalho e Bartolomeu de Gusmão (sentido José Menino/Ponta da Praia), no trecho entre a Av. Ana Costa e Rua Ricardo Pinto.
O Vem Pra Orla é sempre das 10h às 14h. Excepcionalmente na primeira edição (dia 14), em virtude da corrida Meia de Santos, ocorrerá das 11h às 14h, para possibilitar a desmontagem da estrutura do evento e liberação da via.
A partir das 11h, serão oferecidas diversas atividades em uma programação especial que varia a cada semana, voltada para todas as idades.
"A praia é uma das áreas mais democráticas de Santos. Um dos símbolos de nossa Cidade e local procurado pelas pessoas para a prática de esportes, lazer ou contemplação. O Vem pra Orla é o retorno de uma opção de entretenimento e cultura aprovada pela família santista, com programação gratuita e toda a estrutura de apoio para que todos possam desfrutar das atividades com segurança", destacou prefeita em exercício, Audrey Kleys.
TENDÊNCIA
De acordo com o diretor-presidente da CET-Santos, Antonio Carlos Silva Gonçalves, o projeto vai ao encontro de uma tendência mundial bem-sucedida de fechar ruas para a prática de atividade física e lazer comunitário.
Ele citou como exemplos a cidade de São Paulo, que está entre as maiores metrópoles do mundo, onde uma das suas principais vias, a Avenida Paulista, fica fechada para o trânsito aos domingos. No Rio de Janeiro, as Faixas de Lazer fecham a orla de Copacapana ao Leblon. Em Bogotá, na Colômbia, as ruas aos domingos também são bloqueadas para uso de ciclistas e pedestres.

Em outros países, Nova York (EUA) recebe o Summer Streets/Open Streets, com o fechamento de grandes avenidas em fins de semana específicos do verão, enquanto Paris (França) fecha ruas para carros ao longo do Rio Sena e bairros centrais aos domingos "Santos, com o seu histórico de pioneirismo, não poderia ficar de fora”, destaca Gonçalves.
O Vem pra Orla é uma iniciativa da Prefeitura, por meio da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Santos) em parceria com diversas secretarias que participam com atividades culturais e esportivas para todas as idades. Além disso, conta com apoio da Guarda Civil Municipal (GCM), garantindo a segurança dos frequentadores.
CORREDORES
A retomada do Vem Pra Orla traz também a liberação da pista, no trecho do projeto, das 4h às 9h, para os corredores utilizarem no sentido José Menino/Ponta da Praia.
As atividades culturais e de lazer iniciam às 10h, horário mais procurado pelas famílias, especialmente nessa época de outono e inverno.
Área de Treinamento de Pedestrianismo atrai corredores de todas as idades
Desde julho de 2025, Santos possui um espaço destinado exclusivamente aos praticantes de corrida, a Área de Treinamento de Pedestrianismo (ATP). O projeto pioneiro na região foi criado pela Prefeitura e vem atraindo atletas de todas as idades, além de inspirar iniciativas semelhante nas cidades vizinhas.

A área é montada às terças, quartas e quintas-feiras (exceto feriados e dias de chuva), das 4h às 6h, no trecho da orla que vai da Avenida Bartolomeu de Gusmão (pista José Menino/Ponta da Praia, na altura do número 36, logo após a rotatória em frente à Igreja Santo Antônio do Embaré) até a Rua Alexandre Martins (Aparecida).
A fisipoterapeuta Pamela Rocha, 24, utiliza desde o início e conta que tem sido fundamental. “Treino normalmente com a assessoria na areia, mas para o ciclo da maratona os meus treinos são mais longos e iniciam mais cedo, por isso tenho usado bastante. Para quem corre, faz tiros, tem treinos bem específicos faz muita diferença. Inclusive, quando precisamos usar tênis mais tecnológicos com placa de carbono, sem contar em dias de maré alta”, observou.

Louise Madsen, 37 anos, triatleta, maratonista e uma das principais atletas da região, contou que também utiliza para se preparar para competições nacionais e internacionais, como a tradicional Maratona de Boston. “Com certeza, tem me ajudado muito nos meus treinos preparatórios pela característica da pista, que se assemelha muito ao que encontramos em uma prova de rua. Mas a importância vai além disso: é um grande incentivo para fazer pessoas de todas as idades se movimentarem, praticarem alguma atividade física, e a porta de entrada para começar é cada vez mais a corrida”.
Izabel Fernandes, oficial de Justiça, 60, se emocionou ao lembrar como a corrida mudou a sua vida. “Eu fui tabagista por 40 anos, cheguei a fumar três maços por dia. Nos últimos cinco anos troquei o maço de cigarro pelo tênis e comecei a correr. A corrida mudou a minha vida, e hoje acordar cedo e vir aqui treinar é uma grande vitória”, conta.
Luciana Camargo, técnica de enfermagem, 58, também viu a sua vida mudar. “Eu fui diagnosticada com um carcinoma no intestino e precisei passar por uma cirurgia há três meses. Hoje venho aqui caminhar e isso tem sido fundamental na minha recuperação que, graças a prática de atividade física, está sendo rápida e sem intercorrências”, comemorou.
TREINOS
Proprietário da assessoria de corrida MF Racing, Marcus Fernandes, 40, destacou a importância de oferecer espaços adequados para a modalidade. “Há alguns anos, a procura maior pela assessoria era de atletas que corriam em alto rendimento, perfil de competição. Hoje, a corrida se democratizou, é para todas as pessoas. Ter um local como a ATP, sem o risco de queda, é um incentivo para que pessoas de todas as idades venham treinar. Uma pista exclusiva para corredores é um sonho. Mas, voltar com o fechamento para o trânsito aos domingos (Vem pra Orla), seria um avanço que beneficiaria a todos”.
Raphael Schmidt, treinador de triatlo, parabenizou a segurança do local. “Aqui a gente fica tranquilho para usar a bike, que não é um equipamento barato, com os alunos do triatlo. Esse horário é bom porque mesmo quem está treinando para distâncias maiores, consegue vir antes do trabalho”.
A ATP é monitorada pela CET-Santos, GCM e Polícia Militar, com cavaletes indicando o início e o término do percurso reservado. Paralelamente, a Prefeitura segue estudando a viabilidade de implantação de uma pista de corrida na orla, diante da demanda crescente do número de praticantes da modalidade e visando incentivar a prática esportiva entre os santistas.
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